Valores do Evangelho: a castidade (terceira parte)

20/08/2017

O corpo nos diz que caminho seguir

Trazemos sempre em nosso corpo os traços da morte de Jesus para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo. (2Cor 4,10)

Para fazer com que esta nossa identidade de seres criados para se doar possa realmente se realizar, as pessoas precisam descobrir o sentido verdadeiro do se doar e entender como isso pode acontecer. A ferida do pecado em primeiro lugar provoca em nós confusão: não sabemos mais o que significa amar...

Precisa dar-se conta que existe em nós um apelo para negar toda lógica do amor, existe em nós algo que impede a verdadeira doação acontecer e que põe em ato formas de vida opostas, falsas, que afastam as pessoas de uma experiência autêntica do amor, que tira às pessoas a possibilidade de se tornarem realmente aquilo para o qual foram criadas.

A castidade é para lutar contra essas forças que podemos reconhecer em nós, para poder evitar que toda essa negação do amor aconteça na nossa vida. Escolher uma vida casta significa querer evitar de fracassar como pessoas, evitar de perder a oportunidade de sermos pessoas feitas para amar, para se doar.

Mesmo se nossa sexualidade parece ser fonte de impulsos todos ao contrário do amor autêntico, ela continua sendo incompatível com qualquer forma de falso amor. Todo falso amor, toda forma de egoísmo, danifica e estraga nossa sexualidade! Por quanto ferida seja, por quanto nosso corpo seja emprestado ao egoísmo, sempre teremos a certeza que o caminho da vida é o caminho da castidade.