Valores do Evangelho: a castidade (segunda parte)

21/08/2017

O corpo nos diz Quem nos criou

Eis agora aqui, disse o homem, o osso de meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher, porque foi tomada do homem. (Gn 2,23)

Viver a castidade, então, nos permite de expressar realmente o amor, da forma mais apropriada de acordo com nosso estado de vida, idade, situação, tempo etc. A castidade é para todos! Para casados e para consagrados, para jovens e idosos. Pois em cada momento da nossa vida podemos escolher de amar e para amar precisamos sempre no nosso corpo. Não se pode pensar de amar excluindo o corpo. Nem se pode amar deixando o corpo seguir tudo aquilo que nos transmite.

Quando se fala de amor não podemos deixar que nossos gestos de amor se tornem impróprios ou equívocos. Amar significa em primeiro lugar se responsabilizar para que o bem verdadeiro seja oferecido ao outro através da nossa doação.

De acordo com nossa natureza humana, nosso corpo é criado a partir do mistério trinitário, ou seja, a partir do mistério de comunhão entre as pessoas divinas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo são incessantemente envolvidos em relações. O Filho existe porque há um Pai e vice-versa. O Espírito Existe porque há um Pai e um Filho que se amam reciprocamente...

Nosso corpo é para experimentar esta realidade relacional. Nosso corpo é feito para que possamos concretamente doar nossa vida ao outro, assim como Deus é: Deus é doação contínua, total, incessante de si mesmo.

Para que o corpo possa nos oferecer esta realidade de autodoação ele foi criado por Deus como corpo masculino e corpo feminino. Ou seja, o corpo humano pressupõe a lógica da doação que neste mundo existe na forma de "sexualidade". A sexualidade é aquela dimensão do nosso corpo pela qual nós podemos nos doar ao outro.

O sexo é o princípio do ser humano feito para se doar. Pelo sexo as pessoas são homens e mulheres. Cada um na possibilidade de se doar ao outro. A relação homem e mulher permite ao ser humano de viver esta doação recíproca de uma forma completa e global, envolvendo a totalidade da própria pessoa.