O Espírito Santo nos Evangelhos e Atos dos Apóstolos (3)

12/09/2017

Se nossa vontade é simplesmente a nossa vontade, quando esta vontade age a partir da nossa lógica humana ela permanece esvaziada da ação do Espírito. Mas, pelo contrário, quando nossa vontade se torna expressão da vontade de Cristo, ou seja, quando nossa vontade é uma obediência profunda e autêntica ao amor, então ela é toda vivificada pela misteriosa ação do Espírito, que mergulha nossa vida na vida de Deus e nos torna protagonistas dentro da única obra de Salvação que perpassa toda a história.

Somos conduzidos pelo Espírito na medida em que arriscamos toda nossa vida no amor, na medida em que nos tornamos sensíveis ao amor, sempre dispostos a ser sensibilizados ao amor, continuamente moldados pelo próprio Espírito, para que nossa busca do amor seja sempre mais autêntica e purificada de todo tipo de egoísmo e falso amor.

"Sentimos" o Espírito e somos conduzidos por Ele quando dentro de nós obedecemos ao amor, quando nossa inteligência percebe como amar e nossa vontade realiza este amor. Mergulhamos na vida do Espírito quando mais o amor se torna a nossa única prioridade, quando estamos dispostos a perder tudo por amor, quando o amor nos liberta de todo tipo de medo: medo de sofrer, de morrer, medo de ficar totalmente sozinhos e abandonados.

Mergulhamos no Espírito quando aprendemos a amar e nossa vida se torna sempre mais unida à vida de Jesus, quando nosso carregar a cruz é perseverante e fiel, quando qualquer dom do Espírito é vivido para dar testemunho do amor e para amar melhor e mais profundamente.