Igreja sacramentalista

16/08/2017

Com este termo se entende identificar uma séria de situações que podem aparecer na vida da Igreja por causa de uma compreensão insuficiente dos sacramentos provocando, depois, uma prática pastoral que valoriza somente seus aspectos exteriores: a quantidade dos sacramentos administrados, a exatidão da forma ritual, as regras eclesiásticas da disciplina dos sacramentos...

Estes problemas começaram a aparecer já antigamente, quando a Europa era rigorosamente organizada a partir da religião cristã (Regime de Cristandade). Isto porque a fé era transmitida não tanto a partir de uma verdadeira evangelização, onde no centro está o encontro autêntico da pessoa com Jesus, mas a partir da cultura religiosa à qual as pessoas tinham de todo jeito que se conformar.

Isto pode trazer muitos benefícios, mas também outras consequências menos boas, porque as pessoas simplesmente se consideram cristãs apenas exteriormente, pelo fato de receber formalmente os sacramentos de acordo com as leis estabelecidas pela Igreja, mas isso sem valorizar a adesão real do coração a Cristo e, assim, fazendo da fé uma espécie de contrato entre partes alheias entre si.

Mas em tudo isso há um enorme equívoco: o fato que o sacramento seja eficaz em si mesmo - por garantir a Presença de Cristo através do rito litúrgico - não significa que isto torne a pessoa eficaz em si mesma! Deus garante sempre a doação de Si mesmo: e nós?

Se à Eucaristia não respondo me fazendo eucaristia... se à penitência não respondo me fazendo misericórdia... se ao batismo não respondo me fazendo um com os outros... se à graça sacramental não respondo me conformando à mesma graça, então todo sacramento recebido é sacramento negado.