Contra a castidade: Considerações sobre a masturbação (terceira parte)

22/08/2017

O vício do prazer sexual que a M pode despertar na pessoa se manifesta depois com comportamentos de vário tipo, e não apenas com o ato da M, comportamentos que, do ponto de vista moral, são referidos ao pecado da luxuria.

Aqui é importante dizer, porém, que a prática da M pode levar a pessoa para dentro desse vício da luxuria e com isso a outros comportamentos egoísticos que sempre mais prejudicam a capacidade de uma relação autêntica com o outro, porque a M corta a capacidade relacional da pessoa por tender a focalizar tudo no prazer para si, tratando o outro como objeto.

As pessoas que sofrem com este tipo de situação sofrem muito duramente, sobretudo se vivem a prática da M como algo de gravemente desordenado do ponto de vista moral. Infelizmente uma certa visão distorcida da sexualidade dentro da Igreja não traz ajuda nenhuma para as pessoas se libertarem, aliás, provocando tabus muito fortes, isolamento, e enraizamento ainda maior no vício.

Na realidade as coisas são inda mais complicadas porque, no mundo laico, a prática da M é muito impulsionada e apresentada como algo de profundamente positivo para a pessoa. Assim é muito fácil encontrar-se num ambiente social que não apenas é insensível a instrumentalização da sexualidade, mas que até incentiva as pessoas a viverem dessa forma.

Precisa não esquecer que a indústria da pornografia, muito poderosa e abrangente, tem todo o interesse a direcionar e desenvolver uma cultura que possa sexualizar o mais possível todos os âmbitos da pessoa.

A pessoa afeta pelo vício da M, somente com um sério envolvimento e engajamento consigo mesma, do ponto de vista psicológico e espiritual, pode pensar de enfrentar e vencer esta batalha. E isto sempre que tenha se esclarecido sobre a natureza profundamente negativa desse comportamento e de todos as outras formas de exploração da sexualidade.