Contra a castidade: Considerações sobre a masturbação (segunda parte)

23/08/2017

A prática da M, pelo fato de ser um ato de tipo egoístico, manifesta seu caráter negativo nas consequências que tipicamente provoca na pessoa... Com isso, se passa do nível do sentido do ato (se é ou não de acordo com o amor), ao nível da vivência humana. Neste sentido a prática da M se demonstra bem claramente uma planta que dá frutos maus!

Quais são estes frutos: a instrumentalização da função sexual e a dependência.

Em primeiro lugar a prática da M focaliza o uso da função sexual sobretudo ou exclusivamente para o prazer físico que traz. Muitas vezes, pessoas que praticam a M continuam tendo este comportamento mesmo tendo uma vida sexual ativa com um parceiro, e a relação com o outro adquire importância apenas para o prazer que traz. Dessa forma a pessoa vive qualquer experiência sexual no esquema da M sem nunca conseguir viver própria sexualidade como dom para o outro.

Em segundo lugar a M está ligada muitas vezes a uma situação de dependência. Paradoxalmente, neste caso, muitas vezes, aquilo que provoca a busca e a prática da M não é diretamente o desejo sexual, mas uma perturbação a nível psicológico da pessoa que encontra no prazer sexual um recurso para abaixar o nível de angústia interno.

O viciado em M procura o prazer sexual para se sentir bem, para fugir de uma situação de mal-estar consigo mesmo devido a fatores ligados à pessoa e à sua história. Mais uma vez, se trata de uma busca egoística que aprisiona a pessoa dentro de um mecanismo de dependência, criando, nestes casos, vícios extremamente fortes muito difíceis de vencer.