Contra a castidade: Considerações sobre a masturbação (primeira parte)

25/08/2017

Muitos se perguntam sobre o tema da masturbação... Vamos tentar entender isso do ponto de vista da castidade...

Para expressar um posicionamento sobre este tipo de prática, o Igreja parte sempre do mesmo critério que usa por qualquer situação humana: um comportamento é bom na medida que é escolhido e realizado em conformidade ao amor (o amor é autêntico quando é de acordo com a vida de Jesus Cristo).

Um comportamento é pecado quando recusa diretamente ou indiretamente o amor (quando é em si mesmo um mal) e quando a pessoa se dá conta disso... Isto porque para que um ato seja pecado precisa também da livre vontade da pessoa para cometer tal pecado...

Caso a pessoa não seja esclarecida, ou não tenha suficiente liberdade, o ato continua sendo um mal, mas a situação moral da pessoa é muito diferente, porque não podemos saber (só Deus sabe) se tão pessoa queria escolher realmente algo contrário ao amor...

Em particular, a prática da masturbação (M) é considerada pecado porque é algo de contrário à castidade, sendo a castidade aquela virtude que permite à pessoa de viver adequadamente o amor em relação à sua própria dimensão psicofísica e àquela dos outros.

A M é contrária à castidade porque se trata de uma busca egoística do prazer sexual. Com a M a pessoa usa o próprio corpo para aproveitar para si das próprias funções sexuais, quando, na realidade, essas funções - de acordo com a Revelação cristã que a Igreja deduz da Sagrada Escritura - não foram criadas para uma autossatisfação, e sim para a relação com o outro.