3. Viver o kérigma

15/07/2017

Fala-se muito do "anunciar o kérigma", mas na realidade seria mais correto dizer: "viver o kérigma", pois a experiência de Deus é muito mais do que uma ideologia, mas uma relação humana que abraça a totalidade da pessoa, que nos coloca em relação com as Pessoas Divinas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo através da relação com Jesus de Nazaré, o "homem da cruz".

Mas a mesmo tempo, o kérigma é sempre uma experiência de anúncio, porque a relação com Deus nos leva sempre para fora de nós mesmo e ao encontro do outro, porque é no outro que nós, na realidade, nos encontramos com Deus.

Viver o kérigma é anunciar o encontro com Jesus que já anteriormente vivemos e que continuamente renovamos como Igreja que se reúne e que sai ao encontro da humanidade.

Este anúncio não é uma questão técnica, não se trata de procurar qual é a metodologia melhor, pois na medida em que o vivemos, ele mesmo se autocomunica através de nós. Alías, nós realmente podemos transmitir do kérigma somente aquilo que autenticamente vivemos dele.

Ao mesmo tempo, pelo fato que nossa experiência de Deus pode e deve ser traduzida numa linguagem racional, para ser comunicada e para ser sempre mais entendida e interiorizada, é possível individuar um conteúdo doutrinário do kérigma e esquematiza-lo de várias formas.